A união matrimonial e os mandatos culturais para a família
- Pablício Joaquim
- 27 de mai.
- 3 min de leitura

Quando falamos sobre o casamento, é necessário ter em mente que tal relação, segundo as Escrituras, deve obedecer a alguns critérios divinos. No livro de Gênesis encontramos o seguinte: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gênesis 2.24)”. O que percebemos no texto são três critérios:
1. O casamento é monogâmico. Na ordem dada por Deus, o homem deve apegar-se (unir-se) à sua única mulher. Apesar de muitos argumentarem que isso se deu por só existir uma mulher, vemos, no decorrer do texto bíblico, que Deus desaprova a poligamia (veja Lv 18.18). Além disso, a prática da poligamia surge na humanidade, segundo as Escrituras, no momento em que o pecado começa a aumentar na terra por meio dos descendentes de Caim. Dentre os principais, destaca-se Lameque, que tomou para si duas esposas (Gn 4.19).
2. O casamento é heterossexual. Segundo as Escrituras, o homem deve se juntar à sua mulher, macho e fêmea. Quaisquer práticas que fujam disso são abominação para o Senhor (Lv 18.22; Rm 1.26,27). O próprio desejo de se ligar fisicamente a alguém que não seja do sexo oposto é uma desobediência aos mandatos divinos para o casamento (Gn 1.28); ou seja, uma relação que não é heterossexual não consegue cumprir o propósito divino para o casamento.
3. O casamento é indissolúvel. O texto de Gn 2.24 diz que homem e mulher se tornarão uma só carne, onde, agora, um pertence ao outro. Tal união é tão importante para Deus que, segundo as Escrituras, o homem que ama a sua esposa ama a si mesmo (Ef 5.28,29). Ademais, nosso Deus usa a própria união matrimonial para falar sobre nosso vínculo com Cristo (Ef 5.25,30).
Os mandatos matrimoniais
Muitas vezes deixamos passar despercebida a missão que o primeiro casal tinha na terra desde o princípio. Deus não criou o homem para que ficasse correndo pelo jardim e brincando com os animais como uma espécie de Tarzan. Deus deu ordens claras e trabalhos a serem feitos. O contexto da criação da mulher vem num momento em que o homem está trabalhando (Gn 2.20), dando nome aos animais, ou seja, desenvolvendo-se cultural e intelectualmente. Ambos eram como jardineiros da criação, cuidando dos vegetais (Gn 1.29) e dos animais (Gn 1.28); e, mesmo após a queda, o homem continua a obedecer a Deus, lavrando a terra (Gn 3.17 - 19).
A mulher não tem um papel secundário no cumprimento desse trabalho. Em Provérbios 31, encontramos características da mulher virtuosa: ela é capaz de transformar a matéria-prima, fruto do trabalho masculino, em algo elevado e útil. É, portanto, um papel criativo que, em sua essência, reflete a imagem de Deus. Além disso, homem e mulher, povoando a terra, exercem sobre ela um desenvolvimento cultural, criativo e preventivo, fazendo com que a criação se mantenha em ordem.
Conclusão
É verdade que o pecado trouxe consequências terríveis: homem e mulher são cada vez mais estimulados a viver contrariamente ao uso natural de seus corpos e contrariamente aos propósitos divinos. O domínio/governo da terra foi trocado por exploração desenfreada. O amor que deveria existir entre homem e mulher foi trocado por rivalidade, abusos e violência. O que se vê é uma perda de propósitos à medida que o homem se afasta de Deus. Os crentes em Cristo devem, como sal e luz, buscar a restauração plena daquilo que se perdeu, a conservação da estrutura familiar e o compromisso com o cuidado de cada uma das coisas que o Senhor nos deu.



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